A very very rigid search (2 de 2)


Uma Vida Iluminada

There seems to be agreement on three general types of browsing that may differentiated by the object of search (the information needed) and by the sistematicity of tatics used. (MARCHIONINI, 1995)

Sumariamente, estudamos nos últimos dois posts particularidades da busca pela informação. Em tempos remotos, ingenuamente, os pesquisadores simplificavam o processo: “the seeker simply enters a query and is given matching results” (KALBACH, 2008)

A partir da década de 80 houve uma inversão nas pesquisas e os cientistas da área reconheceram que a busca por informação é um conjunto de tarefas complexas compostas por diversas variáveis.

Quatro estudos marcam esta transformação e passam a integrar uma coleção de estudos acadêmicos sobre o assunto (“Modelos teóricos de busca”). São eles:

– Sense Making, por Brenda Dervin;

– Anomalous States of Knowledge (ASK), por Nicholas Belkin;

– Value-added seeking, por Robert Taylor;

– Behavioral model, por David Ellis (estudado aqui, no post perdidos no hiperespaço). (KALBACH, 2008)

Definindo busca por informação como qualquer ação tomada para encontrar respostas, hoje exploraremos mais sobre as diferentes abordagens que construímos para encontrá-las, ou seja, modos de buscar por informações, em inglês: modes of seeking information.

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Ponto de Mutação


“(…) composers use change in pitch, rhythm, texture, and so on to create drama or to move the music foward. Change and variation is vital to holding the listener´s interest. As was once said about J.S. Bach´s music “it is great because it is inevitable and yet surprising.” This also echoes the theory of aesthetic value proposed by American mathematician George David Birkhoff: for a work of art to be pleasing, it should neither be too regular nor too surprising (…)” Kalbach, 2008.

Nunca pensei em relacionar o entendimento de conteúdo por parte dos usuários à mutação do sistema navegacional. No mundo físico coisas repetitivas, de fato, enjoam. No mundo virtual também. Se compararmos navegação de sites ao desenrolar de filmes, tentaremos tornar a transição das páginas sutil, mas não monótona. Dinâmica, mas não drástica.

David R. Danielson escreve sobre o assunto no artigo Transicional Volatility in Web Navigation, ao pé da letra: Volatilidade Transicional em Navegação de Web Sites… Continuar lendo “Ponto de Mutação”

Wait a minute mister postman (1 de 2)



Wait, wait mister postman
(Mister postman look and see) oh yeah
(If there’s a letter in the bag for me)
Please please mister postman
(I’ve been waiting a long long time)oh, yeah
(Since I heard from that girl of mine)

There must be some word today
From my girlfriend so far away
Please mister postman look and see
If there’s a letter, a letter for me

(…)

Ao ouvir a música, vocês adivinharam o assunto de hoje?

Dicas: o eu-lírico espera ansiosamente por uma carta da namorada. Olha a caixa de correspondências diariamente e pergunta ao carteiro “mister postman, is there a letter in your bag for me?”

Agora, imaginem o seguinte cenário: o dia dos namorados é semana que vem e Mário comprou um sapato para sua companheira pela internet hoje (quarta-feira).

Ele se pergunta:
– Será que a loja entregará a tempo?
– Será que eu gastei muito no cartão este mês? Eu parcelei em quantas vezes, mesmo?
– E se não servir, será que eles trocam?

Pelo celular, Mário aguarda ansiosamente um e-mail que confirme a compra e lhe recorde sob quais condições ela foi efetuada.

Enquanto isso, nós, arquitetos de informação, confabulamos sobre como seria o fluxo ideal de todas essas informações.

Entrou no clima?

So, keep reading 🙂
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Se Dexter Morgan desenhasse sites de e-commerce…


… trocaria seu fascínio em picotar bandidos pela obsessão de picotar fluxos de compras, tornando-os tarefas simples e felizes. Afinal de contas, o objetivo deste psicopata em particular é tornar o mundo um lugar melhor.

Ainda na pele de Dexter Morgan, avalie as duas hipóteses abaixo:

1) Em 2010, Nielsen publica um relatório chamado E-commerce User Experience, apresentando as melhores práticas para desenhar sites de e-commerce.

Neste relatório, organiza um teste de usabilidade que avalia 20 sites pelo viés de 64 usuários, descrevendo uma série de boas práticas para momentos distintos do fluxo de compras como: categorização e página dos produtos, checkout, estratégia de vendas, resultado de busca, etc. A questão é que o relatório indica uma tendência a fascicular as etapas do fluxo de compra, mesmo que isso gere mais páginas para concluir a tarefa.

Nas palavras de Nielsen, adaptado (2001):

Depois de escolher o produto, o objetivo do usuário é comprá-lo com rapidez. Confusão e perguntas sem respostas deprimem o ritmo da aquisição. A melhor estratégia para checkouts eficientes é correspondê-los as expectativas do cliente. Recomendamos o seguinte modelo para checkout:
1. Página do produto
2. Carrinho
3. Opção de presente
4. Tipo de entrega
5. endereço para entrega / endereço para conta
6. Revisão do pedido / forma de pagamento
7. revisão do pedido”

2) Com a instalação das ferramentas de métrica em sites como Google Analytics e Omniture, pode-se estabelecer metas e monitorar o tráfego dos usuários: quantos deles percorreram o caminho e compraram um produto, quantos desistem da compra e em qual momento do fluxo isso acontece. Sabe-se, por meio dessas informações, que o numero de usuários diminui conforme as páginas avançam em direção ao final da compra!

Talvez motivado justamente por esses relatórios, Jeffrey Zeldman estabeleceu, em 2001, um princípio chamado “the 3 clicks rules”. Basicamente, ele defende que um usuário deve encontrar qualquer informação com, no máximo, três cliques. Assim, em e-commerce, deveríamos sintetizar o processo de compras com menor numero de telas possíveis.

Voltando à pele de Dexter, ao desenhar, por exemplo, um processo de checkout: nós segmentaríamos a navegação de acordo com os testes de usabilidade de Nielsen ou nos renderíamos aos números do Google Analytics?

Bem, nosso anti-herói é obcecado processos picotados, ou melhor, fasciculados. Melhor ainda: para Dexter cada página cumpre um objetivo, desde que o fluxo esteja orientado para a compra e que o usuário não se perca durante sua execução.

Concordo com ele neste post. Agora, deixem-me explicar por que.

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